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Rússia e Ucrânia trocam ataques em meio a tentativa de acordo de paz

Rússia bombardeia Kiev em meio a tentativa de acordo de paz A Rússia voltou a atacar Kiev na madrugada desta terça-feira (8), poucas horas após a saída dos...

Rússia e Ucrânia trocam ataques em meio a tentativa de acordo de paz
Rússia e Ucrânia trocam ataques em meio a tentativa de acordo de paz (Foto: Reprodução)

Rússia bombardeia Kiev em meio a tentativa de acordo de paz A Rússia voltou a atacar Kiev na madrugada desta terça-feira (8), poucas horas após a saída dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner da capital ucraniana. Segundo autoridades locais, os bombardeios com mísseis e drones deixaram ao menos duas pessoas mortas e dez feridas, além de provocar incêndios e danos em edifícios residenciais. Veja no vídeo acima. Autoridades da região de Saratov, às margens do rio Volga, afirmaram que drones ucranianos atingiram infraestrutura civil e deixaram feridos na Rússia. A região abriga uma grande refinaria da estatal Rosneft, além de outras instalações industriais e militares. Uma pessoa morreu em um ataque ucraniano na de Starodub, na região fronteiriça de Bryansk, segundo o governador interino da região, Yegor Kovalchuk. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Explosões foram ouvidas em diferentes regiões da cidades ucranianas durante a noite. De acordo com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, moradores ficaram presos em um prédio residencial após os ataques. A administração militar da capital informou que destroços de mísseis atingiram um edifício de cinco andares e outro bloco residencial de três pavimentos. Segundo autoridades ucranianas, pelo menos 14 prédios, um alojamento estudantil, uma escola, uma clínica e galpões foram danificados. Um bombeiro trabalha no local de um ataque de míssil russo, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev. Stringer / Reuters A Força Aérea da Ucrânia afirmou que a Rússia lançou dezenas de mísseis e 166 drones contra o país durante a madrugada, concentrando os ataques principalmente na região de Kiev e na área de Odessa. Ainda segundo os militares, foram abatidos 142 drones, 31 dos 32 mísseis de cruzeiro disparados e dois mísseis balísticos. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia relacionou a ofensiva ao momento diplomático recente. Em publicação nas redes sociais, o chanceler Andrii Sybiha afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou um novo ataque em larga escala logo após a partida dos negociadores americanos. “Os mísseis balísticos falam mais alto que as palavras sobre diplomacia”, escreveu Sybiha, ao pedir mais pressão internacional sobre Moscou e o envio de interceptadores para reforçar a defesa aérea ucraniana. Bombeiros trabalham no local de uma oficina mecânica destruída, atingida por um ataque russo com mísseis e drones. Alina Smutko / Reuters Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou que os ataques tiveram como alvo instalações militares e logísticas em Kiev, na região ao redor da capital e também no porto de Chornomorsk, no Mar Negro. Polônia ativa operações e Reino Unido anuncia ajuda Em meio aos ataques, a Polônia, integrante da Otan e da União Europeia, realizou operações aéreas preventivas e mobilizou aeronaves em resposta à ofensiva russa, informou o Exército polonês. O aeroporto de Lublin, no leste do país, chegou a suspender temporariamente suas operações. O episódio ocorre em meio ao aumento das preocupações europeias com a chamada “guerra de drones” entre Rússia e Ucrânia. Nos últimos dois anos, drones envolvidos no conflito já cruzaram ou caíram em pelo menos 20 países europeus, segundo levantamento do g1, alimentando temores sobre uma escalada das tensões entre Moscou e a Otan. Também nesta terça-feira, o Reino Unido anunciou um pacote de 100 milhões de libras (cerca de R$ 692 milhões) para fortalecer a defesa aérea ucraniana, incluindo o fornecimento de mísseis Patriot. Negociações seguem incertas Os ataques ocorreram dias após reuniões em Moscou e Kiev de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tentam impulsionar as negociações para encerrar a guerra iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022. Na segunda-feira (7), o entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, mas disse que ainda é cedo para definir quando e onde um novo encontro poderá ocorrer. Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como “construtivas” as conversas recentes e afirmou que novos contatos diplomáticos já estão sendo preparados. Segundo ele, as discussões abordaram necessidades de defesa aérea, cooperação tecnológica e apoio internacional para o próximo inverno no país. *Com informações da Reuters.